segunda-feira, 13 de setembro de 2010

JAGUADARTE


Oláa, devaneantes queridos!


Aqui vou eu mais uma vez falar de Lewis Carroll, hahaha. Bom, dessa vez vou mostrar um poema, um de meus preferidos, para explicar melhor o que é nonsense. Se você tem um poema, nonsense ou não, e quiser publicá-lo aqui basta enviar no comentário ou algo assim. Postaremos assim que pudermos!

Mas, bom, regressando ao Jaguadarte... Aqui vamos nós! Ele aparece em Através do Espelho e também pode ser chamado de Pargarávio - como tem na minha edição de Alice, uma amarelinha.


Solumbrava, e os lubriciosos touvos
Em vertigiros persondavam as verdentes;
Trisciturnos calavam-se os gaiolouvos
E os porverdidos estriguilavam fientes.


"Cuidado, ó filho, com o Pargarávio prisco!
Os dentes que mordem, as garras que fincam!
Evita o pássaro Júbaro e foge qual corisco
Do frumioso Capturandam."


O moço pegou da sua espada vorpeira:
Por delongado tempo o feragonista buscou.
Repousou então à sombra da tuntumeira,
E em lúmbrios reflaneios mergulhou.


Assim, em turbulosos pensamentos quedava
Quando o Pargarávio, os olhos a raisluscar,
Veio flamiscuspindo por entre a mata brava.
E borbulhava ao chegar!


Um, Dois! Um, Dois! E inteira, até o punho,
A espada vorpeira foi por fim cravada!
Deixou-o lá morto e, em seu rocim catunho,
Tornou galorfante à morada.


"Mataste então o Pargarávio? Bravo!
Te estreito no peito, meu Resplendoroso!
Ó gloriandei! Hosana! Estás salvo!"
E na sua alegria ele riu, puro gozo.


Solumbrava, e os lubriciosos touvos
Em vertigiros persondavam as verdentes;
Triciturnos calavam-se os gaiolouvos
E os porverdidos estriguilavam fientes.
Postado por: Sophia Wright

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